Cuidado com o XML!
Sunday, April 29th, 2007O XML é aquele tipo de linguagem que pode ser usada pra tudo. Ele descreve, transporta e armazena dados quaisquer, em qualquer formato. Mas nem sempre devemos usar ele em sua maneira pura. Vou explicar:
Imagine que o XML é o nosso alfabeto (de a a z), com o nosso alfabeto podemos escrever em diversas línguas, como o inglês, português, espanhol, galego, latim e tantas outras. As letras por si só não tem significado algum, o que tem significado são as definições que cada linguagem possui. No XML também é assim, o XML em si não é nada além de uma ferramenta muito boa para construir linguagens (assim como um alfabeto).
O surgimento do XML aconteceu justamente por isso: era necessário estabelecer um “alfabeto” para descrever vários tipos de dados diferentes. Existiam muitas linguagens específicas para cada aplicação, mas elas não conversavam entre si por não usarem a mesma base (o mesmo “alfabeto”).
Tendo um mesmo “alfabeto”, o próximo problema é fazer com que as “línguas” funcionem. Não podemos por exemplo criar duas ou três linguagens pra definir equações químicas, deve haver apenas uma linguagem pra isso.
Se você usa o XML para si mesmo, por exemplo para montar uma galeria de fotos em Flash, você não estará compartilhando esse documento XML com ninguém, será apenas uma interação interna da aplicação, portanto não se faz necessário o uso de uma linguagem universal porque sua aplicação não conversará com ninguém.
Isso é bem comum, no dia-a-dia estamos sempre criando novas pequenas línguas quando trabalhamos com XML. O importante é sempre ter cuidado de usar uma linguagem mundialmente “falada” se quisermos que nossa aplicação converse com outras por aí.
Pesquisar se já existe algum tipo de linguagem XML para o que você quer é algo que pode poupar seu tempo. Criar novas linguagens em XML no começo pode até ser divertido, mas depois acaba se tornando um porre.
Na Web Semântica, existem uma porção de linguagens XML para diversos fins, eis algumas delas:
- RDF/XML
- Descreve metainformação no formato XML. É uma das linguagens pelas quais o RDF pode se manifestar.
- RDF-S
- Baseada no RDF, serve para criação de vocabulários específicos de metainformação.
- OWL
- Significa “coruja” em inglês, é a linguagem para criação de ontologias, também baseada em RDF.
- SKOS
- Linguagem para criação de tesauros (dicionários de sinônimos e palavras similares)
Por enquanto eu só falei do RDF mesmo, mas pretendo falar sobre RDF-S, OWL e SKOS em breve.
Como você usa o XML do dia-a-dia? Tem algum exemplo?


A carpintaria, principalmente no primeiro milênio, era tida como de conhecimento obrigatório. Qualquer homem de família tinha que conhecer os princípios básicos de como trabalhar com a madeira, era um trabalho muito comum, embora existissem os grandes carpinteiros profissionais que faziam obras sensacionais.
Alguns fatos sobre PHP e Ruby:
Eu gosto muito de ter uma visão geral do template pra montar o CSS e o WordPress me entrega ele todo em pedacinhos. Pra construir pela primeira vez até que não dói tanto, mas a manutenção é um sofrimento só. Pelo menos já acostumei com isso.