Acorda pra Web!

Tecnologia que vai mudar nossas vidas, depois do café.

Arquivo de April, 2007

Linkiciado

Thursday, April 12th, 2007

Sou viciado em links, é uma das melhores invenções já criadas. Não sei como não ficou mais popular do que já é.

Várias correntes de elos em perspectivaÉ comum por exemplo ver um site de notícia falar de coisas que existem online e não linkar a palavra, não entendo isso. A postura de sites de notícias devia mudar. Alguns, no máximo deixam “links externos” como uma nota no canto do artigo, como faz a BBC.

Uma das coisas que tem o pior suporte a links são os comunicadores instantâneos (MSN, Yahoo!, GTalk, etc…). Pra criar um link neles você tem que digitar a URI inteira, ou pelo menos começá-la com www. Não dá pra criar uma palavra e então hiper-linká-la. Isso é motivo frequente para eu irritar meus contatos quando converso porque conforme vou falando, vou colocando os links entre parênteses depois das palavras, deixando meus contatos menos familiarizados com links assustados!

O fato é que ao usar um programa de mensagens, quando alguém envia um link para você, geralmente a pessoa aceita o link como se fosse uma indicação e não uma referência, e vê o ato de clicar como uma obrigação. Isso se torna um sério problema para meus contatos, já que mando uma média de 30 links por hora de conversação.

Eu assumo, sou um linkiciado, e como todo viciado acredito que se todo mundo visse meu problema como algo normal, o mundo seria bem melhor!

Quel tal não criar mais HTML?

Wednesday, April 11th, 2007

Quantas vezes você não escreveu algo como <div class="header"> ou <div class="footer">?

O HTML nos fornece uma linguagem para definir aspectos bem raíz da formatação, mas ainda falta padronização na forma com a qual descrevemos elementos comuns do dia-a-dia.

Se cada um “inventasse” seu próprio HTML, talvez eu usasse <forte> ao invés de <strong> e <destaque> ao invés de <em>. É basicamente isso que estamos fazendo ao criar um <div class="conteudo"> ou <div class="post">.

Origami ModularCoisas como logotipo, nome do site, navegação, busca interna e conteúdo são elementos comuns entre muitas páginas da internet, embora cada autor diferente use uma maneira diferente de declarar esses elementos.

Quando digo que não devemos criar mais HTML, na verdade estou dizendo que já passou da hora de definirmos um padrão pra essas coisas tão comuns. Pra variar, teremos que radicalizar.

É muito comum ver sites com um <div id="sidebar"> pra agrupar um determinado conteúdo. Isso é errado, aquele conteúdo nem sempre poderá ser uma barra ao lado. Assim como headers nem sempre ficarão como cabeçalho e o mesmo para footers. Eu poderia definir um logotipo dentro do header e no dia seguinte querer colocar o mesmo no fim da página. E aí como fica?

Eu particularmente gosto da estrutura proposta pelo Andy Clarke e acho que devíamos criar módulos para o HTML. Isso além de nos fazer escrever menos iria padronizar a forma com a qual usamos o CSS, tornando os estilos modulares também. CSS modular não é uma novidade e já exige estruturação padronizada.

Devemos continuar escrevendo HTML, mas parar de inventar HTML novo. É uma idéia bem parecida com a dos microformatos, só que pra resolver um problemão genérico e não pequenos problemas específicos, quase um Megaformato.

Uma sugestão (baseada na proposta de Andy Clarke):

#container
Container da página
#branding
Usado para um cabeçalho ou banner com a “marca” da página.
#branding-logo
Logotipo
#branding-tagline
Uma pequena frase que define o site.
#nav or #navigation
Navegação
#nav-main
Navegação principal
#nav-section
Navegação dentro da seção atual
#nav-external
Páginas externas ao site.
#nav-supplementary or #nav-supp
Uma lista complementar de links que pode substituir o comum porém presentacional footer.
#nav-(qualquer coisa)
Uma lista de links qualquer, com nome qualquer.
#search
Relacionado à busca e resultados de busca
#search-input
Um formulário de busca
#search-output
Resultados de busca
#content
Usada para o conteúdo da página
#content-main
Área principal do conteúdo
#content-news
Notícias Relacionadas
#content-(qualquer coisa)
Outro tipo de conteúdo, pode ser #content-related para relacionado ou #content-quote para citações.
#siteinfo
Usado para informações relacionadas
#siteinfo-legal
Informação sobre copyright, etc.
#siteinfo-credits
Créditos

Marketing apelão enche o saco

Tuesday, April 10th, 2007

Agora a moda é criar posts contendo conteúdo pseudo-extremamente-apelativo. Super interessante, um ou dois comentários sobre SEO envolvendo palavras apelativas nas buscas. Só que agora estão exagerando.

Símbolo universal de Produto IrritanteIsso tudo tá ficando tão chato que um dia ninguém vai conseguir achar pornografia, tutoriais de hack de msn e orkut e demais porcarias da internet.

É ótimo para o blogueiro chegar no topo das pesquisas, mas que chegue com conteúdo de bom senso! Se um usuário busca por sexo ele quer sexo e vai ficar frustrado com seu site sobre tecnologia e um post orgulhoso de como você conseguiu fazê-lo de otário.

Se for ser apelativo com os nomes dos seus posts, seja com conteúdo ou pelo menos fale do assunto no título.

Abusar dos paraquedistas é bom, mas há maneiras melhores de lucrar com isso. Você pode por exemplo colocar mais propagandas na página para quem vem de um resultado de busca do Google ou Yahoo.

E também vale sempre lembrar que o paraquedista pode não saber muito de tecnologia, de buscas ou conteúdo na internet, só que isso nunca significa que ele é completamente ignorante, surdo e mudo. Isso em algum momento pode significar um leitor a menos (em casos de conteúdo ruim) ou um leitor a mais (em casos de bom conteúdo). Ainda por cima, colocar pseudo-conteúdo com frequência irrita os leitores fiéis.

Update (18:09): Para deixar bem claro aos que não entenderam, minha crítica não é aos posts citados em si, mas a atitude de persistir com pseudo-conteúdo visando somente visitas de paraquedistas. Um experimento ou dois são super interessantes, como citei no começo. O que não é legal é tornar isso uma prática.

Estou fechando os comentários nesse post pela falta de tolerância de alguns que comentaram aqui para com a minha opinião, que de forma alguma afirmei que era uma regra geral.

Identifique-se na Internet

Tuesday, April 10th, 2007

Sempre houveram na internet vários meios de se identificar. O primeiro e mais bem sucedido foi o email. Um email é uma identificação pessoal.

Carteira de Identidade NacionalMuitas outras formas de identificação derivadas do email surgiram depois, como o passport .Net, as Google Accounts e tantos outros. Também surgiram as formas de identificação que não são baseadas em emails, como o número de ICQ, screenames (nomes de tela) e usernames (nomes de usuário).

Dentro de determinados sistemas é fácil conseguir informações sobre uma pessoa, com a identificação por email dela. As aplicações do Google compartilham os dados que você digita pra sua Google Account, e você não precisa dizer pra elas qual é o seu nome, endereço, página na internet e tantas outras informações cada vez que se inscreve em um novo produto. O .Net Passport é similar.

O problema é que o email é algo privado, a única informação livre que ele carrega é seu próprio endereço, sua URI.

Pensando em uma maneira de acabar com isso, de fazer com que sistemas diferentes de várias origens saibam identificar pessoas, foram feitos vários esforços nessa área. Um deles é o FOAF Project, um vocabulário pra RDF que permite descrever pessoas e amigos. Também tem o vCard (que já foi citado aqui no blog) e seu irmão hCard.

Essas tecnologias permitem que você transforme sua identificação em algo além de apenas um endereço, fornece um meio de aplicações saberem mais sobre você sem que você tenha que digitar tudo. Isso é Web Semântica!

Um post legal sobre metainformação e URIs é o Give Yourself a URI.

O último passo pra tornar isso uma realidade e acabar com os emails, usernames e screenames para identificação foi o projeto OpenID. Com ele você pode transformar seu endereço de identificação em uma maneira de se autenticar em serviços, bem ao estilo de “usuário e senha”.

Quando você digita sua URI como nome de usuário, o sistema redireciona para o servidor onde você digita sua senha e é redirecionado de volta para o serviço, autenticado.

Pra saber como usar OpenID, dá uma olhada nesse post que explica tudinho.

Contratar um programador é burocrático

Monday, April 9th, 2007

Contratar um programador é dor de cabeça na certa. Você tem que garimpar a APInfo, garimpar o Google, garimpar quase tudo até encontrar um programador enrolado, explicar o projeto zilhões de vezes, choramingar o preço, demorar pra pagá-lo e finalmente ter 50% do que você tinha em mente.

Lá fora (do Brasil, claro) você entra em algum diretório de freelancers, descreve seu projeto e vários programadores voam em cima dele fazendo propostas tentadoras umas em cima das outras. Burocracia zero, pagamentos via PayPal, uma beleza.

Quando é que vai surgir um serviço prático assim no Brasil? É bom pra desenvolvedores e pra empresas.

Atualização: Parece que surgiu um serviço com esse propósito no Brasil, o ZiggyLance.

Sites de notícias deviam aceitar pingbacks

Sunday, April 8th, 2007

Apenas um devaneio: por que sites de notícias não aceitam pingbacks? Seria muito mais interessante ver notícias e comentários em outros sites delas. Isso também mostraria a repercussão de uma notícia.

Pingback não é ping-pongA rede de notícias quer formar opiniões, claro. Todo mundo quer! Acho que não implementam isso apenas por medo de não formarem mais opiniões, de levarem os leitores à outras fontes de informação. Coitados!

Teoricamente, um blog cresce quando alguém pinga nele (e não estou falando do blog do Sérgio Reis), assim como uma notícia se tornaria mais popular com gente falando dela.

Além do mais, são poucas pessoas que tem costume de olhar além do conteúdo principal e ir para os comentários/trackbacks. Apenas os blogueiros, curiosos e power-users iam ter essa fonte “extra” de informação da página, informação que atualmente eles já conseguem de outras maneiras.

Para evitar motins em seus comentários qualquer um pode bloquear trackbacks e pingbacks para um determinado post, assim como uma agência de notícias poderia fazer.

Isso seria um passo interessante pra juntar blogueiros e jornalistas em um recurso só.

O curioso é que no blog da BBC eles até cogitam essa possibilidade. Mas há dois anos que não vejo nada na prática.

Adeus PHP4

Sunday, April 8th, 2007

Parem de usar PHP4, parem de programar em PHP4, parem de pensar em PHP4!

A versão 4 da mais famosa linguagem de programação para web vai completar 7 anos em Maio desse ano. Usar um treco antigo desses se já está disponível nos melhores hostings o PHP5 é perda de tempo.

Muitas aplicações ficam presas a códigos antigos só pra manter “compatibilidade com PHP4″, mas não atualizam seu código pra melhorar a performance com as vantagens do PHP5. Devíamos é largar o PHP4 de uma vez!

Pra quem quer conhecer melhor as vantagens do PHP5 e seu novo suporte a orientação para objetos, pode dar uma conferida na série de posts o zen e a arte cavalheiresca da programação orientada a objeto que até hoje já conta com 14 partes.

Outra vantagem do PHP5 é o suporte nativo ao SQLite, um banco de dados enxuto, poderoso e rápido que é muito melhor que o MySQL para aplicações pequenas e médias (99% da internet entra nessa classificação).

Anti-blog

Friday, April 6th, 2007

Vi no blog da Ipê um vídeo sobre Web 2.0, que na verdade fala sobre o que eu acho ser Web Semântica. Fui ver a fonte e cheguei em um blog que falava um pouco sobre o vídeo. O nome do autor do vídeo estava lá. Para pesquisar sobre ele, bastava selecionar o nome, copiar e colar na busca. O Blog não deixou eu selecionar texto!

É um anti-blog. Merece um nofollow!

De qualquer maneira, vejam o vídeo. Muito bom.

Os três estados da matéria no CSS

Wednesday, April 4th, 2007

Existem três tipos de layouts (até agora) no mundo do CSS:

  • Layouts Fixos, o sólido.
  • Layouts Elásticos, o líquido.
  • Layouts Líquidos, o gasoso.

Três estados da matéria: vapor de água, gelo e água“Hã? Você bebeu? Líquido não é líquido? Gás elástico?”

Calma, as palavras sólido, líquido e gasoso são só pra comparar os três tipos de layout baseados nas propriedades da matéria.

Na natureza as coisas sólidas não se adaptam a forma do ambiente, as coisas líquidas se adaptam mas não se expandem e as coisas gasosas se adaptam e se expandem. No CSS é muito parecido.

Layouts Fixos, os enrustidos

Os layouts fixos são aqueles que sempre tem a mesma largura, nunca mudam mesmo que você mude o tamanho da janela, aumente ou diminua as fontes do navegador, grite ou faça manha. São durões igual vidro, e tão quebráveis quanto. Você aumenta um pouco a fonte e tudo já fica distorcido. Sólidos? só no conceito, na verdade são os mais molengas.

Layouts Elásticos, os moderados.

Esses são aqueles que parecem fixos, mas quando você meche neles eles se adaptam. Basta mudar a fonte do navegador e ele fica mais largo. São baseados em proporcionalidade, quanto maior a fonte, mais largo.

Elásticos são o modelo ideal porque teoricamente, quanto maior a tela do usuário, mais ele vai querer aumentar a fonte.

O melhor exemplo é o layout do SimpleBits, praticamente à prova de balas.

Layouts Líquidos, os exagerados.

Os líquidos mudam com a largura da tela. Se o usuário tem aquele super monitor de 96 polegadas wide screen, ele vai ter que correr de um lado pro outro pra ler e adquirir torcicolo.

Eles ainda não são um perigo real, mas tem potencial. As telas hoje não andam tão grandes, mas a tendência é crescer e uma hora os defeitos dos líquidos vão começar a aparecer.

Além disso, você tem que tomar cuidado com a altura dos layouts líquidos. No final, elementos com posicionamento absoluto e flutuantes podem sofrer consequências de dimensões muito baixas na altura das linhas que esticam demais.

Bizarrices

Só tenho um exemplo de um wide-layout. Ele não rola verticalmente e sim horizontalmente. Arriscado e genial, caiu como uma luva no blog aí do link, por ser compatível com o tema.

Qual devo escolher?

Não vou dizer que cada um tem sua vantagem, não tem. Os elásticos são sempre os melhores.

Alguns portais exagerados de hoje em dia, podem necessitar do líquido pra não expremer o conteúdo. Nesse caso você pode colocar um botão pra alternar de líquido pra elástico. Aqui tem um exemplo meu.

Uma boa alternativa hoje em dia são os líquidos com bordas proporcionais. Eles esticam, mas não chegam nos limites da tela. O Acorda pra Web! é assim.

Você já tinha parado pra pensar nisso?

Dreamhost ficou 99% perfeito!

Tuesday, April 3rd, 2007

Esses dias achei no Dreamhost o que eu finalmente queria: Um painel de controle para disponibilizar para os clientes. Isso significa que você pode criar uma conta para eles no Dreamhost e eles podem controlar o banco de dados, emails e domínio relacionado somente ao que pertence a ele!

Isso não é exatamente um cPanel ou WHM, mas já ajuda na hora de controlar os clientes.

Privilégios de ContaPra criar as contas individuais, você precisa ir no menu “Billing” e depois “Account Privilegies”. Só criar uma nova webid para o cliente e depois liberar as permissões para ele pelo painel de controle de privilégios.

Se você quiser assinar o Dreamhost, use o código promocional GANHE90 e você ganhará noventa dólares de desconto em qualquer plano anual ou bi-anual. Planos mensais com esse promocode ganham quarenta e cinco reais de desconto.

Por aí você vê descontos de 50 e 60 reais, mas só com o cupom GANHE90 você consegue um descontão assim fácil! Como eles só permitem desconto máximo de 97 dólares eu só ganho 7 dólares do total de desconto que você vai ter.

Por exemplo, se você assinar o plano L1 deles (que custa 119.40 Dólares) por um ano usando o cupom GANHE90 você pagará apenas 29.4 Dólares! Isso dá menos de 6 reais por mês (dólar a 2,10) por um plano com 160GB de espaço e um montão de outras vantagens.

Se vocês tiverem alguma dúvida sobre a promoção ou algo sobre o Dreamhost, é só deixar um comentário.