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A origem semântica dos microformatos

Toda coisa pode ser descrita com classes e propriedades. Alguns exemplos simples de uma classe fruta:

  • Coisa maçã-agentina com as propriedades cor:vermelha e estado:madura
  • Coisa laranja-lima com as propriedades origem:brasil e estado:madura
  • Coisa limão-thaiti com as propriedades preço-por-kilo:0,89 e estado:maduro
  • Coisa uva-itália com as propriedades destino:exportação e estado:verde

E também pode haver hierarquia nas classes:

  • Classe fruta
    • Classe fruta cítrica
      • Coisa laranja
      • Coisa limão
    • Coisa laranja
    • Coisa uva

Isso é particularmente importante na internet para que máquinas começem a processar os dados de maneira cada vez mais eficiente. E o mais legal é que quase existe um mecanismo pra isso, muito difundido: HTML.

No HTML temos várias tags que delimitam coisas, nosso conteúdo. Podemos identificar coisas usando o atributo id e classes usando o atributo class de qualquer tag. O que falta mesmo é a descrição de propriedades.

Pra suprir essa necessidade, foram criados padrões de formatação que complementam o HTML, usando o conteúdo das tags como valores para propriedades. O mais famoso deles é o conjunto de microformatos, veja o exemplo:

HTML:
<div class="section vcard" id="author-data">
por <a class="url fn" href="http://alexandre.gaigalas.net/">Alexandre Gomes Gaigalas</a>
<div class="org">zeta Internet</div>
</div>

Nesse exemplo acima, temos algo parecido com isso: Coisa autor com as propriedades fn:Alexandre Gomes Gaigalas. (fn significa first name, ou primeiro nome em português), url:http://alexandre.gaigalas.net e org:ZetaInternet. Tudo isso na classe vcard, que define cartões pessoais.

Como você pode ver, não existe exatamente um padrão uniforme para os microformatos. Cada microformato tem sua “fórmula” e deve ser criado de acordo com ela. Não existe uma maneira de tornar uniformes ids, classes e propriedades.

Por outro lado o RDFa tem um suporte muito bom a todos os aspectos nos quais os microformatos falham, o único problema é que é um módulo do XHTML.

Pois é, teremos que esperar. Enquanto isso podemos fazer algumas coisas até legais com as poucas ferramentas que temos. Um exemplo é essa área de transferência inteligente feita com eRDF e SPARQL. Pra usar o exemplo, clique em algum retângulo laranja, depois copie (Ctrl+C), clique em outro e cole (Ctrl+V). Sugiro que cole nos que estão em branco, são os mais divertidos.

Uma Resposta para “A origem semântica dos microformatos”

  1. Cristian Trentin diz:

    Microformatos é o futuro.. ou será o presente ?? é muito bom.. eu fiz o curso da visie sobre o microformatos.. e vale apena o pessoal estudar esse assunto.

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