Morte prematura do Apollo, ou quase
Quando o Apollo foi lançado, me senti muito empolgado, principalmente pelo anúncio de que ele suportaria JavaScript e HTML, o que não exigiria uma curva de aprendizagem muito grande. Depois de muito desânimo com o Apollo tentando fazer o alpha funcionar em um Windows em português, desisti.
Agora pouco vi o Google Gears e me animei bastante. É uma tecnologia que torna os próprios navegadores capazes de trabalhar com aplicações offline. Antes que surja o mal entendido, ele não torna qualquer aplicação online offline.
Durante aproximadamente um ano trabalhei para a Prefeitura de São Paulo em um projeto na área de saúde. Em cada unidade de saúde de São Paulo foram instalados computadores que tinham acesso à um sistema online.No sistema online da prefeitura eram feitos os cadastros de pacientes, controle de estoque e agendamento de consultas. Os computadores não tinham nada além do Firefox, e as aplicações todas eram páginas da internet. O nosso maior problema era quando a conexão de internet caía ou o servidor enfrentava problemas.
Esse problema de quedas de conexão e servidor com problemas era crucial na alteração de estoque de medicamentos da unidade e cadastro de pacientes. Tinhamos que voltar à era do papel e anotar tudo, depois transferir para o computador. Se houvesse uma solução baseada no Google Gears as baixas no estoque e cadastros de pacientes poderiam ser continuados mesmo com interrupção da conexão.
O Google Gears é um plugin que funciona nos principais navegadores e sistemas operacionais, adicionando um servidor local, um sistema de bancos de dados e um sistema interessante para tornar aplicações mais rápidas.
Toda linguagem utilizada para desenvolver para o Google Gears é JavaScript, o que o torna complacente aos padrões web!
O sistema de bancos de dados é o SQLite, com mínimas modificações, o que eu considero uma excelente escolha.
Para evitar um problema comum em páginas da internet, o Google Gears pode executar código fora do navegador, no que eles chamam de Worker Pool. Isso evita que o navegador trave e pare de responder em consultas complexas, afinal, até os bancos de dados estão ligados ao JavaScript no Google Gears.
Basicamente a coisa toda funciona armazenando páginas em HTML e scripts em JavaScript interagindo com o banco de dados do Google Gears offline. Quando o usuário fica online, os dados entre o servidor e a parcela offline da aplicação são sincronizados.
Além de melhorar a performance de trabalhos offline, o Worker Pool do Google Gears permitirá que aplicações online trabalhem mais rápido em background, quando o plugin estiver instalado no navegador. Para isso o site terá que ser construído para aproveitar dessa técnica, claro.
O Apollo traz coisas interessantes. Ele pode interagir com a máquina, com o sistema de arquivos local, mas deixa a desejar no quesito web. Uma aplicação em Apollo tem que ser baixada e executada, o que é meio traumatizante (nós da web gostamos de links e endereços, viu).
Não duvido nada se o Apollo começar a seguir os passos do Google Gears, mudando magicamente. Dou um doce virtual pra quem me mostrar por que não dará certo.


1/6/2007 às 9:49 am
Também estou bem animado com o Google Gears!
Só para curiosidade, pode ser interessante:
http://developer.mozilla.org/en/docs/Online/Offline_Events#navigator.onLine
http://blog.garimpar.com/2007/02/28/firefox-3-oferecera-suporte-offline-para-aplicacoes-online-diz-mozilla/
1/6/2007 às 11:31 am
Ontem fiquei surpreso ao ver o Google Gears também, era tudo que eu esperava a um tempo, usar tudo online é legal, mas as vezes impossivel (queda de conectividade), vejo a frente novos caminhos e acho que os profissionais de web são os que mais são forçados a se atualizar e repensar seus conceitos, ta ai a prova….
Abraços
6/7/2007 às 10:16 pm
Gostei do blog, meu mais novo feed ^^,
Adorei o exemplo pratico que vc deu, apesar disso eu acho que o apollo e o google gears não são inimigos declarados, os caras da adobe devem estar praparando algo ai que venha a conciliar as duas técnologias.