Web Semântica – Ensinar a maior criança do mundo a escrever seu nome
A menos que você seja hiperléxico, como William James Sidis, durante os seus primeiros anos de vida você via as palavras que as pessoas escreviam mais ou menos assim: #$%*@$%#$#&*, como belíssimas figuras sem significado algum. Baseado nesse princípio, pesquisadores estão tentando desenvolver sistemas para Web Semântica.
É exatamente isso que os computadores vêem, um monte de figuras (na verdade bits) sem significado algum, ou muito pouco significado. O poder de processar informações é limitadíssimo. Você pode até “perguntar” para um computador com um determinado banco de dados o telefone de algumas pessoas cadastradas, por exemplo, mas isso é tão primitivo quanto uma criança que escreve o R espelhado, o que nem sempre é uma criança, pode ser algum membro do orkut querendo enfeitar seu miguxês.
As tentativas de fazer um computador ler coisas como “Roberto” (@#$%&*) são muitas, entre elas tem uma muito especial no campo da semântica, o XML: <pessoa>@#$%&*</pessoa>. Olha que brilhante! Agora o computador sabe que @#$%&* é uma pessoa? Não exatamente… ele no máximo vai enxergar isso dessa forma: <##$*>@#$%&*</##$*>, e saberá que quando você escrever “pessoa”, é aquela figurinha que ele tem que buscar no baú, a ##$*. Se você pedir um indivíduo, ou um humano, ele voltará a estaca zero.
Basicamente, o esforço atual não é tentar fazer o computador ler a linguagem que nós escrevemos, mas é uma mistura disso com o esforço do XML. Através de vocabulários e ontologias, desenvolvedores estão tentando fazer com que uma máquina veja essas “figuras” (que pra nós são palavras) de uma maneira muito mais completa, podendo diferenciar e relacionar uma coisa de outra coisa.
Parece bem estúpido, mas pra um computador é extremamente difícil dizer a diferença entre uma banana e uma maçã. Ele pode até dizer que a palavra “banana” é diferente da palavra “maçã”, ou no máximo, com muito esforço, dizer que a cor da banana é amarela e a maçã vermelha, ou talvez ele diga #F00. Se o computador ao ver a palavra “banana” puder acessar um rico banco de dados contendo informações como “banana é uma fruta”, “banana é amarela”, “banana vende por dúzia”, será muito mais provável que ele consiga comparar essas informações com o banco de dados “maçã” e estabelecer as diferenças. Esses grandes bancos de dados sobre diversas coisas são as ontologias.
Esse é basicamente o conceito de Web Semântica, e talvez no futuro perguntar coisas para um computador seja tão trivial quanto fazer consultas ao Google. Primeiro o que temos que fazer é ensinar essa internet grandona a escrever, copiando as nossas figuras


23/7/2007 às 1:27 pm
Básicamente, você está tratando de inteligência artificial, não está?
Interessante o que escreveu.
Abraços,
canha.
23/7/2007 às 3:35 pm
Eu sabia que não estaria perdendo tempo aprendendo XML! Mas não seria inviável criar uma ontologia sobre TUDO (em caso de máquinas com uma “inteligência” quase comparável à nossa, para fazer comparações e associações)? É uma quantidade de dados… digamos, considerável.
23/7/2007 às 5:57 pm
Uma só ontologia pra tudo é meio bizarro mesmo, o ideal é criar pequenas ontologias específicas, que vão se complementando com o tempo e necessidade. Você pode fazer uma ontologia sobre pessoas para um cadastro simples sem envolver aspectos como DNA, impressão digital, mapeamento de retina… basta cada um fazer a sua parte para o que realmente usa
29/7/2007 às 2:48 pm
Ahh, assim parece mais viável mesmo. E voltamos ao espírito da colaboração!
7/5/2008 às 8:10 am
interessantíssimo! parabéns ao autor pela forma de expressão.
acho q ontologias têm muito a evoluir, porém, como num exemplo q li em um artigo sobre o assunto, era proposta a criação de uma “ontologia de ontologias”, onde seriam criadas ontologias q relacionassem ontologias menos abrtangentes previamente criadas, mas com uma complementar: seriam quase q auto gerenciáveis, ou seja, via programação a própria ontologia seria capaz de inferir sobre os conceitos ja adquiridos e adquirir novos conceitos ontológicos que não eram sabidos até o momento (prender mesmo), e por que não antológicos, já q o assunto chega a ser um tanto fascinante pelo grau de inteligência humana a ele aplicado.
Wilian Moura
1/3/2009 às 4:44 pm
cade a foto????????????????????;ç
:/
1/9/2009 às 1:41 pm
cade a foto mais mesmo assim é bizarro encinar a uma criança seu nome e de que tamanho sera essa criança eu queria muito ver essa criança mais so que não apareceu eu vo proucurar otra imagem eu so carol tenho9 anos e gosto de ver web
15/11/2009 às 9:49 pm
não da pra ver
mais e interesante
13/12/2010 às 7:25 pm
Cade a foto da criança???
???