Web Semântica pra quem viveu na primeira web
Duas verdades:
- (Quase) Todo mundo sabe o que é Web 2.0
- Ninguém sabe direito como será a Web Semântica
Se formos pensar no que a Web 2.0 é hoje em relação à Web tradicional, veremos que não mudou muita coisa:
- Folksonomia (uso de tags) ao invés de outros métodos de classificação (pastas, árvores)
- Grande interação social (Redes sociais, favoritos sociais, tudo social)
- Serviços se comunicando (APIs como a do Google Maps, Flickr, etc…)
Fora o aspecto da folksonomia, a interação social e a interoperabilidade de serviços é apenas um estado de sinergia da primeira web, do começo.
Sempre foi possível criar uma lista de amigos no meu blog ou site e linkar para todos eles, mas isso nunca foi muito prático porque nem todo mundo é desenvolvedor de sites.
Outra coisa que sempre esteve presente foi a integração de serviços, só que nunca de uma maneira tão completa. Era normal há alguns anos atrás páginas no HPG com serviços de contador online, formulários de contato e outros widgets do arco da velha. O pioneiro Geocities foi o primeiro protótipo de MySpace do mundo, editado à mão!
Baseado na experiência do passado, podemos traçar uma idéia do futuro:
- A próxima geração de novidades será uma sinergia da geração atual
- Coisas que fazemos na mão, serão feitas automaticamente
- Uma ou outra coisa surgirá de novo, mas nada muito diferente do habitual
A grande sinergia que eu imagino será entre os serviços. Atualmente temos que programar para conseguir incluir dados de uma aplicação como o Google Maps ou qualquer outra, ou mesmo informações por aí na web soltas em microformatos, arquivos RSS e tantas outras fontes. Esse ato de programar é semelhante ao ato de linkar amigos que fazíamos no passado e hoje é feito automaticamente pelas redes sociais.
No futuro você poderá arrastar dias de um calendário qualquer pra um mapa qualquer e ver os eventos relacionados naquele local, sem ter que programar toda a integração entre o calendário e a aplicação de mapas. E tudo será assim, automático.
Não sei até que ponto veremos dados sendo cruzados com tanta facilidade pelas máquinas automaticamente, como nos exemplos que citei aqui no blog, o que sei é que cada vez menos teremos que programar máquinas através de códigos.
É normal um programador sentir revolta quando vê tudo automático (e não foi ele quem programou). Eu mesmo penso frequentemente “e pra onde vai minha liberdade de programar do jeito que eu quero?”.
Aqui tem outra visão do futuro da internet. Qual seria mais provável? Será que existe ainda uma outra opção?


20/4/2007 às 5:37 am
Concordo com você, no sentido que as coisas estão andando logo o automátiocserá o habitual, e essa idéia realmente me revolta, mas nós desenvolvedores temos uma vantagem enorme sobre as outras áreas, somos nós quem fazemos acontecer, como diria um professor meu “O poder está em nossas mãos”.
Por vezes viserviços que não me agradaram e criei algo semelhante , porém personalizado a vontade dos meus clientes.
Mas evolução é inevitável, e devemos evoluir também.
20/4/2007 às 1:17 pm
Realmente eu vejo (por mim mesmo e por outras pessoas) que os serviços de integração social são os que mais atraem diferentes públicos – digo incluindo muito aqueles que não saem muito da rotina do orkut.
Eu mesmo gosto muito desses serviços, principalmente o Last FM! Quando conheci, fiquei animado com toda aquela história e mandei convites para minha lista toda de e-mails (GMAIL) – e quando explico o que é o LAST FM, as pessoas se animam para entrar…
Acho que a evolução vai focar nessa área mesmo – surgirão mais serviços de integração social…e isso vai se tornando mais interessante quando gerar resultado”$” para o usuário – como um serviço da vivo que vem por aí onde “flagras” em vídeo publicados, a cada visualização geram alguma re$ultado.
10/5/2007 às 12:35 pm
[...] enquanto não há com o que se preocupar, mas é sempre bom pensar no futuro, não [...]